terça-feira, 10 de julho de 2012

RESUMO DA NOSSA REUNIÃO DO DIA 06.07.2012


C.A. - O primeiro passo é evitar o primeiro gole e se afastar dos antigos amigos de bar

J.A. - Para eu ter uma caminhada digna, eu precisava me livrar do álcool e depois cuidar das outras áreas que o álcool destroi.

G.L. - O alcoólatra não tem raciocínio lógico, mas ele acha que tudo está normal, mas quem eta em volta de dele percebe isso.

K. - O doente tem que entender que seus familiares precisa de tempo para se curar do que passou e o familiar também tem que entender que o amor tem que ser imediato, independente do tempo que a pessoa bebeu.

 J - O fundo do poço é altamente subjetivo, cada um tem o seu fundo de poço.
    - Tive alegrias com a bebida, mas os desabores, as tristesas são infinitamente maiores do que as alegrias.

A - Para mim não há tempo, para mim o que importa é o HOJE.

VENHA FAZER PARTE DA NOSSA PRÓXIMA REUNIÃO
TODAS AS SEXTAS DAS 20H AS 22H
ESTAMOS TE AGUARDANDO.

MENSAGEM


SAIBA COMO AJUDAR A ORIENTAR O JOVEM


Saiba como ajudar a orientar o jovem

Se de um lado o adolescente quer aprender a lidar com as pressões dos amigos, de outro os pais procuram respostas sobre como evitar que essas situações influenciem seus filhos a terem comportamentos inapropriados, como a ingestão de bebidas alcoólicas em excesso ou a experimentação antes dos 18 anos. Confira as dicas do neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha sobre como lidar com a questão.

- “É preciso acompanhar de perto para saber com quem anda, conhecer os amigos, mas sem adotar uma postura invasiva, que seria, por exemplo, colocar um detetive para verificar o que faz, ou ficar escondido e escutar a conversa ao telefone”;

- “Se o filho ou filha tiver mais de 18 anos não deixar que associe bebida alcoólica com direção. Se o pai ou a mãe assumir a responsabilidade de levar e buscar na balada, tem a oportunidade de conhecer os amigos e interagir com eles. Pode ser difícil acordar na madrugada, mas o retorno positivo é muito importante. É possível participar da conversa e, se for o caso, intervir”;

- “Se perceber que o jovem consome bebida alcoólica antes de completar a maioridade, ou após os 18 anos de forma abusiva, mude algumas regras como, por exemplo, não empreste o carro, não forneça dinheiro ou restrinja os períodos de saída de casa. Converse com ele, esclarecendo o que se espera dele e busque orientação profissional, se for o caso. Deixe claro o porquê das restrições para que seu filho mude de comportamento, caso contrário ele não terá os benefícios que tinha antes”.

JOVENS E O CONSUMO DE BEBIDA ALCOÓLICA


Influência de amigos pode levar ao consumo exagerado

Muitos cedem à pressão do grupo para poder se integrar. 

É grande a influência exercida pelos amigos na fase da adolescência e juventude. Seja na maneira de vestir, nos lugares onde frequentar, o que assistir na TV ou ouvir no Mp3. A decisão em consumir bebidas alcoólicas pode vir, muitas vezes, da persuasão da turma.

O adolescente pode decidir ingerir bebida alcoólica com o intuito de se integrar socialmente?
A dificuldade em colocar sua opinião perante os amigos e interagir em alguns momentos faz com que ceda às pressões para poder participar e se sentir parte da turma. É um comportamento inadequado, porque na realidade ele deveria ter habilidade de fazer isso por ele mesmo, sem recorrer a qualquer substância.

Mas ingerir bebida alcoólica realmente facilita a socialização?
O álcool, na realidade, atrapalha porque o jovem pode desenvolver uma dependência para poder se incorporar socialmente. O ideal é que a socialização ocorra de forma natural e saudável. A necessidade de ingerir álcool para perder a inibição e se integrar revela também um comportamento relacionado a um problema de ansiedade do jovem, que precisa ser tratado.

E qual postura o adolescente deve adotar se estiver se sentindo pressionado a ingerir bebida alcoólica?
É importante que, em primeiro lugar, ele saiba escolher bem o grupo que quer fazer parte e estar pronto para dizer não. A habilidade social deve implicar em não magoar o outro, mas, ao mesmo tempo, não contrariar seus ideais. Outra alternativa é, se for o caso, buscar outras turmas.

PENSE BEM ANTES DE INGERIR BEBIDA ALCOÓLICA SE ESTIVER TOMANDO ALGUM MEDICAMENTO


Abrabe

A dúvida em misturar remédios com bebidas alcoólicas é recorrente. Em fóruns na Internet relacionados à saúde, por exemplo, o tema está presente em muitos relatos. A associação é realmente arriscada e pode sim trazer prejuízos tanto para a saúde quanto para o tratamento. Isso acontece porque quase todos os fármacos alteram o funcionamento do fígado, órgão que, entre outras coisas, possui importante ação antitóxica contra determinadas substâncias como bebidas alcoólicas, cafeína e gorduras.

O Sem Excesso entrevistou o farmacêutico José Luiz da Costa, da Polícia Científica do Governo do Estado de São Paulo. Ele explicou o que pode acontecer quando da ingestão de bebidas alcoólicas com os remédios mais consumidos pela população: antibióticos, analgésicos e psicotrópicos.

Qual o risco de associação com antibióticos?
O álcool pode inibir ou potencializar sua ação, principalmente nos mais potentes, usados em infecções resistentes. Isso ocorre porque esses antibióticos têm ação nefrotóxica, ou seja, atuam no rim, e hepatotóxica, no fígado, assim como o álcool. Por conta disso, quando o tratamento é voltado principalmente para uma enfermidade mais severa, o médico recomenda que nenhuma gota deva ser ingerida. Entretanto, o efeito não é cortado, como muitos acreditam.

Analgésicos são muito consumidos em todo o mundo. O que pode ocorrer se uma pessoa tomar um medicamento para aquela dorzinha de cabeça e, em seguida, consumir bebida alcoólica na balada?
Se ingerir na dose certa e se o uso for isolado, ou seja, ocasional, o risco de interação é pequeno. A situação muda quando estamos falando de alguém que já tenha algum comprometimento hepático ou que seja um etilista crônico. Nesse caso, o problema no fígado pode sim ser agravado.

O uso de psicotrópicos, como antidepressivos e ansiolíticos, por exemplo, tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Quem faz este tipo de tratamento, que geralmente tem duração de longo prazo, pode ingerir bebida alcoólica?
Os psicotrópicos atuam no sistema nervoso central e o consumo concomitante de álcool causa dois problemas: além de comprometer a eliminação do fármaco, também interfere na sua eficiência. Assim como o álcool, um ansiolítico, por exemplo, reduz a atividade em determinadas regiões do cérebro. Isso quer dizer que a associação entre eles pode potencializar ou trazer algum efeito aditivo
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